7 dicas para acelerares a entrada no mercado de trabalho

No calendário, o ano só muda em dezembro mas, para muitos recém-licenciados, a vida nova começa agora, quando o curso superior termina. Para que o que aí vem seja um sucesso, preparamos sete dicas que os jovens podem colocar em prática.

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1. COMEÇA CEDO: Se já terminaste o curso e ainda não fizeste nada para te inteirares do que se passa no segmento específico do mercado de trabalho onde te queres integrar, já vais um pouco tarde. É que uma das principais estratégias deve ser colocada em prática ainda antes de o curso terminar. É importante ser pró-activo, ou seja, antes de terminares a licenciatura, deves começar a pesquisar as tuas opções. Isto permite que não deixes passar, por exemplo, prazos de inscrição em “workshops” relevantes na área, ou em programas de formação preparados especificamente pelas empresas, muitos deles em parceria com as universidades. O ideal é mesmo frequentares alguns desses cursos ou actividades durante o período da licenciatura. Desta forma, quando terminares o curso, os candidatos a um novo emprego têem como demonstrar aos potenciais empregadores que são dinâmicos.

2. VALORIZA EXPERIÊNCIAS EXTRA-CURRICULARES: É importante preparares um bom currículo. Mesmo nos casos em que quase não há nada para dizer? Sim: É natural que um recém-licenciado não tenha muito para colocar no CV. Mas é por isso que vale a pena apostar nas experiências extra-curriculares que demonstrem dinamismo. Ou seja, empregos em “part-time”, voluntariado, participação em associações estudantis ou nas chamadas micro-empresas criadas pelos estudantes, devem ser destacadas no currículo.

3. ANTES DE IRES A UMA ENTREVISTA FAZ O TRABALHO DE CASA: Há regras básicas a teres em conta numa entrevista de emprego. A primeira é saber ao que vais. Informa-te sobre a empresa para demonstrares que fizeste o trabalho de casa. Um candidato que desconhece a actividade da empresa ou o cargo a que se propõe perde pontos. Mas um entrevistado que demonstra curiosidade, bom senso e que saiba fazer uma ou outra pergunta sobre a actividade da empresa soma vantagens. Além disso, convém não falhares, por exemplo, o código de vestuário. Estas coisas contam, há que teres alguma precaução com o que se veste. A segunda regra a não esqueceres é seres autêntico.

4. APRENDE OUTROS IDIOMAS: Aprender outro idioma é uma boa solução para ocupares o tempo entre a saída da universidade e o primeiro emprego. Estes conhecimentos são cada vez mais valorizados. Há que fazeres uma aposta intensiva nos idiomas, nomeadamente no inglês, que cada vez mais é um requisito eliminatório na escolha de candidatos. Pela mesma ordem de ideias, é preciso tornares bem claro no CV qual o grau de domínio dos diferentes idiomas.

5. INVESTE NAS REDES SOCIAIS: Cada vez mais as redes sociais são campos de pesquisa obrigatória para as empresas que querem recrutar. É preciso perderes algum tempo a construir um perfil completo e interessante, por exemplo, no LinkedIn. Esta plataforma aumenta o espetro de possibilidades de contacto. Activa todos os canais de networking, lembrando que as candidaturas espontâneas e as cartas de apresentação a empresas valem a pena.

6. APROVEITA OS ESTÁGIOS: Não desvaloriza o teu estágio curricular, nem as possibilidades de estágios profissionais. São muitas vezes portas de entrada para as empresas uma vez que permitem que empregador e trabalhador se conheçam, sem compromissos definitivos de ambas as partes. Se a experiência for boa e a oportunidade aparecer é possível que progressivamente os estágios se transformem numa relação contratual menos precária

7. E SE TUDO O RESTO FALHAR?: Se tudo falhar, não desanimes. E não te deixes ficar parado. É verdade que aceitar um emprego menos qualificado ou fora da tua área de formação denuncia que não estás a conseguir a colocação que desejava. Mas isso é preferível a ficar sem fazer nada. As empresas apreciam pessoas realistas, práticas, que não vivem à custa dos pais. O facto de te manteres activo transmite sinais positivos. Já ficares sem fazer nada durante um período prolongado deixa dúvidas aos potenciais empregadores sobre o teu dinamismo e a tua vontade de trabalhar.

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