Cinco perguntas a fazeres na hora de investir

Se tens poupado a tua vida e o teu dinheiro e estás à procura do melhor abrigo para as tuas poupanças, convém não esqueceres algumas perguntas a fazer na hora de tomares a decisão de investires. Seja por conselho do teu gestor de conta, por uma dica de um amigo ou por instinto próprio, a escolha de um produto mais amigo das tuas finanças deve ter por base algumas questões que permitam perceberes se um fundo de investimento, um plano poupança-reforma, ou mesmo aquelas acções que tes debaixo de olho são realmente produtos que cumprem as tuas exigências de qualidade.

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1. O PRODUTO AJUSTA-SE AO MEU PERFIL DE RISCO? Se estás a pensar investir o teu dinheiro, a primeira coisa que deves fazer é traçar o teu perfil de risco, isto é definires à partida que risco aceitarias nos produtos financeiros que vais subscrever. Imagina que não percebes como funcionam o mercado de acções ou o mercado de obrigações e que ficas nervoso só de te dizerem que todos os dias o teu dinheiro varia consoante o sabor dos mercados. Neste caso, títulos com risco alto e muito alto como os fundos de acções ou as acções em si mesmas, não são a melhor companhia para o teu trajecto de investimento.

2. QUAL É A HISTÓRIA DO PRODUTO FINANCEIRO? O telefone toca e é o teu gestor de conta. Diz-te que está a comercializar um fundo de investimento que no último ano rendeu mais de 30 por cento. A primeira coisa que podes fazer é verificar a história do fundo. Como? Os bancos e as sociedades gestoras mantêm informação sobre as rendibilidades históricas a vários prazos. Conheceres o passado do investimento que tens em vista e perceberes se houve alterações na equipa de gestão que tenham influenciado os resultados podem ser comportamentos úteis para saber mais sobre o instrumento financeiro que terás a responsabilidade de tomar conta do aforro para os teus objectivos.

3. QUAIS SÃO OS CUSTOS QUE ME COBRAM POR INVESTIR? Seja em fundos de investimento, em produtos focados na reforma (PPR) ou em produtos de aforro estruturado e seguros de capitalização, a tua escolha pode estar sujeita a custos associados ao investimento. Comissões de subscrição, no momento de investires, comissões de gestão anuais e comissões quando abandonas o produto (resgate) são frequentes. Comparares o custos com os da restante concorrência e cortar ao máximo estas interferências na tua rendibilidade são boas práticas de um investidor esclarecido.

4. O PRODUTO É MELHOR OU PIOR QUE A CONCORRÊNCIA? Normalmente, os produtos de investimento pertencem a uma categoria ou classe de activos que engloba uma larga concorrência. Comparar rácios financeiros e analisar os relatórios das companhias pode contribuir para uma decisão mais informada sobre os títulos a comprar. Por exemplo, no caso dos fundos de investimento, seguros de capitalização e outro aforro estruturado, a comparação de custos, de retornos históricos e das carteiras de activos que detêm podem ajudar-te a um melhor esclarecimento na hora de investires e a perceber se andam acima ou abaixo da média dos produtos concorrentes.

5. QUANTO GANHO SEM IMPOSTOS E SEM INFLACÇÃO? 4% por ano parece-te bem para a rendibilidade de um investimento? Pode ser atractivo, mas, por exemplo, se a taxa de inflação rondar os 3 por cento por ano durante o período de investimento, restam-te poucos motivos para celebrares uma subida do poder de compra. Coloca sempre estes dois factores na fotografia da tua aplicação: impostos e inflaçcão.

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