Erros que os pais cometem na educação financeira dos filhos

Criar um filho é um trabalho a tempo inteiro e de longo prazo. Além de garantirem que são asseguradas as necessidades básicas da criança (como a alimentação, vestuário e a saúde), os pais são também responsáveis pela sua educação aos mais diversos níveis: desde a educação escolar, passando pela transmissão de valores importantes para a construção da personalidade da criança, mas também pela passagem de conceitos financeiros importantes para que as crianças se tornem adultos financeiramente responsáveis. E, neste campo, fica a conhecer os principais erros que os pais cometem na educação financeira dos seus filhos e sabe como evitá-los.

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NÃO DÊS SEMANADA OU MESADA: Ao atribuíres uma determinada quantia aos teus filhos estás a atribuir-lhes uma responsabilidade e a deixá-los tomar as suas próprias decisões. Provavelmente, nos primeiros tempos é possível que as crianças se sintam tentadas a gastar rapidamente a sua semanada. No entanto, é fundamental que quando isto acontecer os pais não tentem colmatar ou proteger as opções erradas que os filhos fazem na gestão da semanada. Por exemplo: Imagina que o teu filho “estoura” a semanada logo no primeiro dia em que a recebe. Não lhe dá mais dinheiro até à data da próxima semanada e tenta evitar comprar-lhe os rebuçados ou um artigo que ele compraria se tivesse gerido melhor o dinheiro. Lembra-te que se estiveres sempre a dar cobertura às más opções do teu filho, dificilmente ele aprenderá a fazer as escolhas certas.

2. ESCONDER DA CRIANÇA OS PROBLEMAS FINANCEIROS DA FAMÍLIA: Num contexto de crise, a situação financeira de uma família pode ser abalada: o rendimento cai e, como tal, é necessário cortar os gastos do agregado e fazer opções de consumo. Muitas vezes os pais tentam poupar os filhos da pressão que estes problemas causam e continuam a manter o mesmo padrão de consumo dos filhos, muitas vezes com sacrifício dos próprios pais. É uma opção que pode ser perigosa já que dá à criança uma visão distorcida das suas possibilidades. É importante que as crianças estejam informadas da situação financeira da família e se sintam parte da solução. No entanto, toma alguns cuidados na forma como abordas a questão: Evita ter um discurso excessivamente negativo ou dramático, ou transmitir demasiados detalhes sobre a tua situação financeira sob pena de passar demasiada pressão e ansiedade para os teus filhos.

3. Principalmente a um filho. No entanto, por vezes é importante uma criança aprender a ouvir um “não”, para que ela comece a interiorizar que o dinheiro, as prendas e objectos de desejo não caem do céu e têm um custo. E que o facto de se entrar numa loja não significa que tenhamos sempre de comprar alguma coisa. Mas para que esta estratégia seja eficaz não basta dizer “não”: é importante que esta palavra seja acompanhada por uma explicação. A partir de uma determinada idade é também fundamental que as crianças aprendam que se querem realmente algo têm de esperar e poupar para o conseguir.

4. TRANSMITIR MENSAGENS CONTRADITÓRIAS: A melhor forma de passar bons conceitos financeiros aos teus filhos é dando um bom exemplo. Imagina que vais ao centro comercial com os teus filhos e eles lhe pedem que compres um determinado artigo. Não lhes podes dizer que não tens dinheiro disponível para comprar o que eles desejam e depois decidires comprar uma mala ou uma peça de roupa para ti. As mensagens que passas sobre o dinheiro e o conceito de poupança não devem ser contraditórias. Têm de ser coerentes. Isto significa que se em casa costumas falar com os teus filhos sobre a necessidade de poupar e a importância de gerir os gastos é importante que as tuas ações espelhem as tuas palavras.

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